O Switchboard foi concebido como uma resposta direta a um problema bem conhecido por guitarristas e baixistas: quanto maior o pedalboard, mais complexa se torna a gestão do sinal. Entre variações de nível, perdas de agudos, mudanças na ordem dos efeitos e coreografias de footswitches, fica difícil manter o foco na performance. Aqui, a abordagem é decididamente "pro": um processador controla a reconfiguração e o recall dos presets, mantendo ao mesmo tempo um trajeto de áudio totalmente analógico.
Desenvolvido em colaboração com Ron Menelli, especialista reconhecido em sistemas de loops usados por profissionais, o Switchboard enfatiza a ergonomia e a confiabilidade. O objetivo é simples: oferecer uma plataforma de comutação compacta, capaz de transformar um pedalboard carregado em um instrumento de performance fluida, coerente e imediatamente compreensível.
O Switchboard é destinado a músicos que usam várias pedaleiras e desejam mudar de um som para outro sem compromissos: guitarristas de rock, pop, funk, blues, metal moderno, ambient, worship, assim como baixistas que buscam uma gestão limpa das cadeias drive/modulação/tempo. Ao vivo, ele assegura as transições: um único toque pode ativar vários efeitos, mudar a ordem da cadeia e recuperar uma configuração completa. No estúdio, acelera as gravações e permite explorar combinações de efeitos sem perder tempo refazendo as conexões.
É adequado tanto para músicos avançados quanto para perfeccionistas que estão começando com sistemas de switching: a interface foi pensada para programar "de ouvido" e em tempo real. Se você já perdeu a entrada de um verso porque precisava ativar dois pedais e desligar um terceiro, entenderá imediatamente a utilidade de um gerenciador de efeitos dedicado.
No coração do Switchboard, encontram-se cinco loops de efeitos, cada um equipado com bypass completo por relé. Na prática, quando você desativa um loop, o efeito correspondente é realmente retirado do trajeto: você mantém um sinal mais direto e previsível, evitando que pedais empilhados influenciem o som quando não estão em uso.
A força do Switchboard está também na liberdade da ordem dos loops: você pode decidir que um delay passe antes de um overdrive em um preset, e depois voltar a uma ordem mais clássica (drive antes do delay) em outro. Essa flexibilidade abre texturas difíceis de obter com um pedalboard fixamente conectado, mantendo a simplicidade de uso com o pé.
A edição dos presets é feita sem "se perder": a tela LCD colorida exibe uma representação gráfica clara da sua configuração e do preset ativo. O encoder permite criar e ajustar os presets em tempo real, incentivando a experimentação. Por fim, o Switchboard vai além do switching puro: pode controlar os footswitches do seu amplificador e comunicar-se com pedais MIDI, centralizando o comando de todo o seu rig.
Um bom switcher deve ser, acima de tudo, transparente, e o Switchboard foi pensado nesse sentido: trajeto de sinal analógico, bypass por relé e buffers de alta fidelidade a serviço da clareza. O resultado esperado é um som mais constante de um preset para outro, com melhor manutenção dos agudos em cabos longos e uma resposta mais estável conforme os pedais ativados. A dinâmica permanece natural: os ataques são nítidos, as nuances com palheta ou dedos são respeitadas, e seus pedais mantêm seu caráter sem serem "suavizados" por uma conversão digital.
Outro ponto importante para a percepção: a coerência de nível e saturação quando você empilha vários efeitos. Ao ativar/desativar grupos de pedais via presets, você reproduz cenários de jogo realistas (verso, refrão, solo) sem variações inesperadas, tornando o rig mais musical e mais fácil de controlar no palco.