Este caderno propõe uma maneira viva de trabalhar as escalas e os arpejos tal como aparecem realmente no jazz, longe de uma abordagem puramente mecânica. Você encontrará um percurso progressivo para reforçar o conhecimento do braço ou do teclado, estabilizar as digitações e, sobretudo, compreender como esses materiais se tornam linguagem musical em situação de improvisação.
O método distingue-se por uma grande riqueza de exemplos tirados de transcrições de solos: um recurso precioso para ligar imediatamente a teoria ao som, ao posicionamento rítmico e à intenção. Cada proposta de trabalho é acompanhada de referências sobre o uso das escalas e dos arpejos, para melhor escolher "o que tocar" conforme a harmonia e o contexto.
Um destaque particular é dado à articulação própria do jazz (ataque, ligação, acentuação), elemento frequentemente negligenciado em coletâneas mais tradicionais. O objetivo não é apenas dominar formas, mas adquirir um fraseado credível, ganhar fluidez e transformar suas escalas em linhas melódicas exploráveis. A obra dirige-se assim a todos os músicos que desejam dedicar-se à música improvisada e enriquecer seu vocabulário jazz de forma musical e eficaz.